Uma expressão que surgiu ainda no período da revolução industrial, quando as empresas passaram a organizar seus “recursos produtivos”: máquinas, capital, matéria-prima… e também pessoas, como parte destes recursos necessários aos objetivos empresariais. Sim, uma visão bastante fria e mecanicista vista dos dias atuais.
A ideia da empresa como uma engrenagem há muito deixou de ser representativa. Na medida em que se reconhece que as pessoas simplesmente não funcionam como tal, constata-se que toda a organização e seu desenvolvimento segue uma lógica bem mais complexa, onde fatores invisíveis e não nomeados muitas vezes fazem toda a diferença. Desta forma a ideia de ver a empresa como “célula” ou sistema vivo passou aos poucos a fazer mais sentido.
Hoje se sabe que exatamente as pessoas e suas inter relações são o fator que determina o fracasso ou o sucesso de um projeto por mais caros e avançados que sejam os equipamentos, a matéria prima ou quaisquer outros fatores.
Constatar isso fez com que a expressão “recursos humanos” em seu sentido inicial passasse a ser substituída por diversas outras expressões na tentativa de suavizar ou humanizar o conceito e, quem sabe, facilitar a gestão destas misteriosas e imprevisíveis criaturas que são as pessoas e que, sem as quais nada, simplesmente nada acontece.
Mas a expressão “Recursos Humanos” resiste, persiste e ainda se mantém forte, desde aqueles tempos até hoje e diante deste fato eu me faço algumas perguntas:
E se, apesar de todas as mudanças de nome, o olhar o gestor permaneça o mesmo, considerando que as pessoas deveriam ser “seus” recursos e atender aos “seus” objetivos?
Qual é o impacto psíquico e sistêmico do “olhar do dono” ou do gestor sobre as pessoas e assim, sobre o desempenho e os resultados das equipes? Faz diferença se ele olha como “pessoas”, como “capital” ou como “recursos”? O que dizem as pesquisas sobre isso?
E se… “recursos humanos”, ao contrário do senso comum, já conhecido e limitado, fosse a expressão de um infinito e ainda desconhecido manancial de recursos disponíveis a todos? E se cada ser humano da equipe pudesse ser visto como um universo de recursos e possibilidades ainda desconhecidas, a começar pela pessoa do próprio gestor?
Sim, a Psicologia Organizacional é uma ciência que ainda está nascendo e, em tempos tão difíceis, traz uma bandeira de paz e prosperidade às organizações. Entender melhor as pessoas e estabelecer uma comunicação que gera resultados é fácil? Não, não é. Mas escolher não tentar é bem mais caro.
Bem… Se, para pensar de uma nova forma ainda não há impostos a serem pagos, é de graça… fica o convite: Vamos pensar nisso?